02/03/2009

XVI CONGRESSO NACIONAL DO PS



Nos dias 27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março, realizou-se, em Espinho, o XVI Congresso Nacional do Partido Socialista onde estiveram presentes mais de 1700 delegados, entre os quais, 3 delegados da secção do PS Teixoso, Filipe Oliveira, Pedro Pais e Joana Sardinha.


Este momento tão importante para o PS ficou marcado pela análise e discussão das 3 moções globais ( "PS: A Força da Mudança"- Primeiro subscritor: José Sócrates ; "Mudar para Mudar"- Primeiro subscritor: António Fonseca Ferreira; e "Democracia e Socialismo"- Primeiro subscritor: António Brotas ), pela apresentação de muitas moções sectoriais, propondo reflexões sobre temas como a educação, habitação, mobilidade, energia, ambiente, regionalização e ainda sobre questões internas do partido.

A moção de estratégia global de José Sócrates "A Força da Mudança" foi apresentada no segundo dia do encontro socialista por António Costa, tendo revelado abertura ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e prevendo voltar a referendar a regionalização. Esta moção propôs ainda limitar as deduções fiscais dos contribuintes com maiores rendimentos em benefício da classe média e defendeu o investimento público em detrimento de um corte nos impostos. A moção foi, no último dia dos trabalhos, aprovada por larga maioria dos delegados, tendo recebido os votos favoráveis de 1094 delegados.

O líder socialista repetiu o objectivo inerente à sua moção de estratégia de tornar obrigatório em Portugal a conclusão de 12 anos de escolaridade: "Queremos criar uma nova bolsa de estudo especificamente dirigida aos jovens entre os 15 e os 18 anos", anunciou. De acordo com Sócrates, estas bolsas de estudo constituirão "um complemento ao abono de família expressamente dirigido ao financiamento público das despesas com a educação secundária dos filhos".

No capítulo que dedicou às próximas eleições legislativas, José Sócrates começou por frisar que o PS aceitará "com humildade democrática o resultado do voto dos portugueses". "Mas pedimos a renovação da maioria, não porque seja um fim em si mesmo, mas porque a maioria é condição para que o Governo tenha a força e estabilidade necessárias para conduzir a recuperação da economia", justificou. O secretário-geral do Partido referiu-se ainda à actual crise económica e financeira mundial, lembrando que "o tempo nem está para aventuras nem a crise se vence com demagogia. A demagogia, o populismo, a irresponsabilidade e o oportunismo político só agravam os problemas".

Neste congresso, o PS revelou estar unido e coeso em torno de um projecto de futuro para o país, apoiando e mobilizando esforços para que José Sócrates consiga atingir o desafio aqui traçado, VENCER 2009 com uma nova maioria absoluta.

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